Antes de começar a falar sobre o problema de negócio e como foram feitas as dinâmicas para o desenvolvimento desse projeto, acredito ser relevante contar um pouco sobre a estrutura em que estava inserido.

O modelo de trabalho que atuávamos era baseado em uma filosofia ágil, que conectava frameworks como: design thinking, lean e scrum.

Lean

No Lean estava a base da nossa esteira de trabalho e era em cima dessa esteira que o gerenciamento de produto acontecia de forma a reduzir os desperdícios e maximizando os resultados, junto ao design thinking (que comentarei a seguir), gerávamos artefatos de valor para a área de negocio que atendíamos e valor para o usuário que interagia com o produto/serviço na ponta final de todo esse processo.

Esse projeto estava estruturado pautado no mapeamento do fluxo de valor que mais fazia sentido para o cliente. Como de tratava de uma ampla cadeia de valor, operávamos em uma estrutura de Vila, onde cada cadeia de valor do produto/serviço ficava segmentada em Value Stream.

Um pouco sobre a Vila…

A Vila era composta por um time cross, composto por estrategista e managers, que faziam um papel estratégico identificando oportunidades de negócio junto a camada mais estratégica do cliente, e faziam a gestão dessas oportunidades direcionando cada oportunidade/necessidade de negócio ao Value Stream mais adequado, que daria seguimento imergindo mais a fundo na oportunidade de negócio mapeada e posteriormente no desenvolvimento delas.

A partir desse ponto passarei a chamar de épico, as oportunidades e problemas de negocio, nome que utilizamos no contexto para cada oportunidade/problema de negócio que era mapeado e priorizado para ser trabalhado nas Valeu Stream.

Um pouco sobre os Value Streams…

No contexto desse cliente em questão, possuíamos um total de cinco Value Stream, cada um correspondendo a uma cadeia de valor do produto/serviço que o cliente possuía.
Além do time cross, que compunha a camada mais estratégica de toda a operação, cada Value Stream possuía um time cross e “n” squads, que eram definidas de acordo com a capacidade produtiva que cada Value Stream demandava e da velocidade de entrega que determinado épico necessitasse ser entregue.

Era nesse time cross da Value Stream que, eu, como UX Designer, ficava alocado. O time basicamente era composto por manager, arquitetos, analista de dados, designer e squad leader e atuava como intercessão entre o estratégico e o operacional das squads.

Como designer cross da Value Stream, meu trabalho consistia em imergir a fundo no épico que recebíamos da camada mais estratégica da vila, explorando as possibilidade (levantamento de hipóteses) e avaliando as viabilidades técnicas de forma a garantir soluções e artefatos que gerassem valor ao negocio, fossem tecnicamente viáveis e que garantissem uma boa experiência de uso.

Design Thinking

O design thinking, mais comumente associado ao framework do duplo diamante, era a base da esteira de trabalho do time cross das Value Stream. Nesse contexto chamávamos essa etapa de Inceptions, onde o Designer, junto ao time cross, utilizava de “ferramentas” de facilitação e dinâmicas para aprofundar nos épicos recebidos e viabilizar a entrega do artefato, fosse isso um protótipo ou uma jornada para tomadas de decisões mais estratégicas junto ao cliente.